não é conveniência
esta expressão de indiferença
que trouxe dessa viagem
porque aqui a sós com o mundo
de cristal negro profundo
os meus olhos são imagem
não é defesa
esta expressão de tristeza
que trouxe dessa viagem
ao outro lado de nós
ao único lado de mim
medusa
que segredos são estes?
de mim para mim
que aprendi a confiar
febre de espaço
medusa negra
segredos de cristal
de mim para mim
vulneráveis serão
estes segredos se eu souber
como desligar estas máquinas
que não param
que não são
que não vão
que não hão
flecha de cristal
no meu peito negro.
sou todo segredos que são todo eu
que sou todo vocês
por insuficiência radial
do meu ponto de começo que teima em voltar
àquela noite
que é igual a este segredo
medusa de cristal
ai e que nestes segredos nada vejo senão
nada , nada , nada e está tudo normal
todo habituação
segredos
como pão com torradas de manhã
sim...
acho que sim..
ontem ou hoje?
não me lembro mas acho que foi de manhã...
a ultima vez que me levantei..
que ponto de retorno
és este X com cruz de volta garantida
ao canto de mim , àquela noite
a estes segredos
que não sei começar a desnovelar
que pertencem assustadoramente a uma noite em concreto
que é igual a todas as que consigo viver
por insuficiência radial
ovo de colombo guardei entre dentes
uma noite de perdição
que para sempre fabricou
esta doce habituação
a não querer mais senão
aquilo que não doa
o que é que querem saber
é medo de morrer desde essa noite que é amanha e foi igual a todas até hoje
e os meus dentes ardem
e eu caio um a um
eu caio
um a um
o que é que querem saber?
estou aqui para ter medo de vos dizer que qualquer coisa mais do que o que esperamos
não é nada senão morrer
acredito nisto? acreditam em mim? posso acreditar se acreditarem por mim...
isso não vai acontecer pois não ?
mas até parece simples...pelo menos assim...escrito..
não vai.
não sou eu que vou ter coragem de dizer mais do que o que queremos e podemos e guardamos e sabemos
que ainda temos tempo para correr mais um pouco ao lado dessa medusa de cobre e ouro que nos congelou nesse ponto de retorno , a que voltamos por habituação , a essa noite.
flechas negras no meu peito de cristal
um tiro de retorno
àquilo que nunca fui
sangue.
hei de acordar.
de mim para mim
que aprendi a confiar
febre de espaço
medusa negra
segredos de cristal
de mim para mim
vulneráveis serão
estes segredos se eu souber
como desligar estas máquinas
que não param
que não são
que não vão
que não hão
flecha de cristal
no meu peito negro.
sou todo segredos que são todo eu
que sou todo vocês
por insuficiência radial
do meu ponto de começo que teima em voltar
àquela noite
que é igual a este segredo
medusa de cristal
ai e que nestes segredos nada vejo senão
nada , nada , nada e está tudo normal
todo habituação
segredos
como pão com torradas de manhã
sim...
acho que sim..
ontem ou hoje?
não me lembro mas acho que foi de manhã...
a ultima vez que me levantei..
que ponto de retorno
és este X com cruz de volta garantida
ao canto de mim , àquela noite
a estes segredos
que não sei começar a desnovelar
que pertencem assustadoramente a uma noite em concreto
que é igual a todas as que consigo viver
por insuficiência radial
ovo de colombo guardei entre dentes
uma noite de perdição
que para sempre fabricou
esta doce habituação
a não querer mais senão
aquilo que não doa
o que é que querem saber
é medo de morrer desde essa noite que é amanha e foi igual a todas até hoje
e os meus dentes ardem
e eu caio um a um
eu caio
um a um
o que é que querem saber?
estou aqui para ter medo de vos dizer que qualquer coisa mais do que o que esperamos
não é nada senão morrer
acredito nisto? acreditam em mim? posso acreditar se acreditarem por mim...
isso não vai acontecer pois não ?
mas até parece simples...pelo menos assim...escrito..
não vai.
não sou eu que vou ter coragem de dizer mais do que o que queremos e podemos e guardamos e sabemos
que ainda temos tempo para correr mais um pouco ao lado dessa medusa de cobre e ouro que nos congelou nesse ponto de retorno , a que voltamos por habituação , a essa noite.
flechas negras no meu peito de cristal
um tiro de retorno
àquilo que nunca fui
sangue.
hei de acordar.
o jogo
não preciso de arte
para não ser ladrão
se de volta não dei
o que esperavam de mim
se o encontrasse no chão
desse ácido vital
não sou casca de limão
nem vivo nessa infusão
de sal e amor e paixão
porque isso aprendi
não encontrei no chão
para não ser ladrão
se de volta não dei
o que esperavam de mim
se o encontrasse no chão
desse ácido vital
não sou casca de limão
nem vivo nessa infusão
de sal e amor e paixão
porque isso aprendi
não encontrei no chão
intra
depois do vazio
o negro
um pêndulo balança
sobre o mar
roxo de chamas
roxo de chamas
roxo de chamas
se no centro
é equilíbrio
no centro toca o mar
e saltam faíscas
que são cortes
que são chamas
que se perdem no ar
que é sangue
que é roxo
que são gritos
que é dor
de não poder parar
metafísico-estelar
real
côr
aqui
eu.
ao fundo,
negro.
á volta,
névoa,
um mar de tudo
no meio do nada
no fim do tempo
no começo de mim.
TIC. TAC.
o negro
um pêndulo balança
sobre o mar
roxo de chamas
roxo de chamas
roxo de chamas
se no centro
é equilíbrio
no centro toca o mar
e saltam faíscas
que são cortes
que são chamas
que se perdem no ar
que é sangue
que é roxo
que são gritos
que é dor
de não poder parar
metafísico-estelar
real
côr
aqui
eu.
ao fundo,
negro.
á volta,
névoa,
um mar de tudo
no meio do nada
no fim do tempo
no começo de mim.
TIC. TAC.
a morte
roda cristal
se que aquilo que sonhei
foi tempo demais sonhado
1 por ti
3 pelos meus olhos
porque 2 foi pecado
roda cristal
por mim sonhado
trigo que anoitece
com o sol dourado
fim de tarde
de cristal lento
um eterno momento
se aqui não houve tempo
para te ver rodar
doce
cristal
lento.
roda cristal
se o tempo chegou
ao fundo do monte
e o trigo secou
e a lua lançou
esse frio que arde
por só haver eu
por não haver tempo
para voltar atrás
e dizer-te que sim
não me sei despedir
de ti
de mim
o tempo parou
o vento subiu
a noite caiu
ao fundo, negro sobre o monte e o céu
gelado.
em mim
o teu calor
o trigo ondula
leve o vento
de fim de tarde dourado
um eterno momento
longo sorriso
comprometido olhar
descanso enfim
sei que vais chegar.
se que aquilo que sonhei
foi tempo demais sonhado
1 por ti
3 pelos meus olhos
porque 2 foi pecado
roda cristal
por mim sonhado
trigo que anoitece
com o sol dourado
fim de tarde
de cristal lento
um eterno momento
se aqui não houve tempo
para te ver rodar
doce
cristal
lento.
roda cristal
se o tempo chegou
ao fundo do monte
e o trigo secou
e a lua lançou
esse frio que arde
por só haver eu
por não haver tempo
para voltar atrás
e dizer-te que sim
não me sei despedir
de ti
de mim
o tempo parou
o vento subiu
a noite caiu
ao fundo, negro sobre o monte e o céu
gelado.
em mim
o teu calor
o trigo ondula
leve o vento
de fim de tarde dourado
um eterno momento
longo sorriso
comprometido olhar
descanso enfim
sei que vais chegar.
olhar olhar
espuma de mar
que me leva devagar
se se troca um olhar
e eu
fujo
se finjo nem reparar
já me perdi demais
para poder sorrir
espuma de mar
que não me deixa mentir
que me leva devagar
se se troca um olhar
e eu
fujo
se finjo nem reparar
já me perdi demais
para poder sorrir
espuma de mar
que não me deixa mentir
roda (negra)
então és tu luz,
dizes-me...
e eu ,
sou convincente,
se finjo acreditar?
roda ,
se de negro desvendas o que de negro vestes para mim
roda,
se a luz cai e só ficamos nós
se cá dentro não há luar
e só há segredos
que não queremos abrir
até o dia voltar
então és tu luz,
dizes-me...
e eu ,
sou convincente,
se finjo acreditar?
dizes-me...
e eu ,
sou convincente,
se finjo acreditar?
roda ,
se de negro desvendas o que de negro vestes para mim
roda,
se a luz cai e só ficamos nós
se cá dentro não há luar
e só há segredos
que não queremos abrir
até o dia voltar
então és tu luz,
dizes-me...
e eu ,
sou convincente,
se finjo acreditar?
roda (rodada)
deste desdém,
digo sem tirar nem pôr
que a quem o dar
não tenho ninguêm
que me dê de volta
o que não fique aquém
o que no meu olhar
consiga entrelaçar
uma só ponta solta
digo sem tirar nem pôr
que a quem o dar
não tenho ninguêm
que me dê de volta
o que não fique aquém
o que no meu olhar
consiga entrelaçar
uma só ponta solta
black light
máquinas que não conheci
a trabalhar dia e noite
os meu amigos
são um milhar de luzes
tweaking tweaking
is this for me?
o que é que queres saber?
são fábricas que ainda existem
e acordam de noite
- luzes
em cidades que sobreviveram ao apocalipse
tweaking
tweaking
is this for me?
nada é para mim assim como nada de mim é para vocês.
somewhere
a trabalhar dia e noite
os meu amigos
são um milhar de luzes
tweaking tweaking
is this for me?
o que é que queres saber?
são fábricas que ainda existem
e acordam de noite
- luzes
em cidades que sobreviveram ao apocalipse
tweaking
tweaking
is this for me?
nada é para mim assim como nada de mim é para vocês.
somewhere
tartaruga 3
entrei
sem ninguém á minha volta
sem perceber o que queria,
sozinho
não imaginas o mar não imaginas a minha cara
tanto querer
tanto querer
uma praia e nao imaginas como fui
vi
sei o que perdi
para sempre
eu.
tu?
nunca.
sem ninguém á minha volta
sem perceber o que queria,
sozinho
não imaginas o mar não imaginas a minha cara
tanto querer
tanto querer
uma praia e nao imaginas como fui
vi
sei o que perdi
para sempre
eu.
tu?
nunca.
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